Metáforas metafóricas.

Não podia ser pior, estava tudo programado, tudo combinado, e não era só pra mim, todos ali haviam feito planos para aquela noite. A minha seria divertida, a dele, animada, a dela, dançante, a da outra, romântica. Mas, a vida não é um mar de rosas, e como um grande avalanche, a chuva chegou. No início calma e junto com o barulho dos pingos ouviam-se os pedidos silenciosos de todos nós para que o espetáculo não evoluísse e que terminasse logo. Entretanto, logo a coisa transformou, vento, água, luzes se apagando, água, enxurrada, mais água, e para onde se olhava via-se apenas uma tempestade arrogante e planos indo pelo ralo, literalmente.
Bem, o que poderia ser feito então? Correr, correr para algum lugar com um teto bem grande e que segurasse aquela fúria dos céus. Os outros? Correram, talvez em buscas de seus desejos, de seus sonhos para aquela noite quente de sábado, ou talvez para se manterem secos. Quando dei por min estava aqui, longe de todos os amigos, de todos aqueles que estavam tão unidos antes da chuva, longe daqueles que estavam lá, ou não!
Mas ainda há uma chance, eu a plantei. Contudo, ela não pertence a mim, nunca pertenceu, quem cuidará dela são justamente os outros que a chuva perseguiu, quem sabe a chance floresça? Não sei, apenas tenho conhecimento que a ação agora é dos outros. É deles, e não minha. Afinal, na hora da chuva eu não corri pra me salvar, corri para achar um guarda-chuva que protegesse, de uma só vez, todos nós, e quando voltei não tinha ninguém lá, e quando acordei, estava aqui.



Abraços.

2 comentários:

  Anônimo

15 de abril de 2009 23:09

Parabens aii Medeiros, :D Pelo seu Trabalho, muito bom, Gostei muito (Y) Vllw véi qualquer coisa tamo aii!

  rebeca

12 de fevereiro de 2010 21:33

muito legal! *-*