Malditas incertezas

As escolhas que fazemos realmente importam?
Não sei, e nem tentarei responder isso. Se eu acredito ou não no destino, isso não importa. O que importa é que um dia nós, seres humanos, chegamos a algum lugar. Se são as nossas escolhas ou o destino que nos levam até lá, mais uma vez, não sei.
Eu sempre busquei livros, discos, poemas. Mas esqueci do que eu realmente preciso: um pouco de fé em mim mesmo e um pouco de desconfiança nos outros.
A fé em mim mesmo está sendo adquirida, mas a “desconfiança nos outros” não é simpática comigo. Por que é tão difícil ver o lado ruim das pessoas? Ele sempre está tão claro. Por que só eu não consigo enxergá-lo?
O ódio é um sentimento que me atrai. Mas não consigo sentí-lo. O porquê disso é incerto. Eu sou bom demais? Eu sou idiota demais? Eu sou ingênuo demais? Ou eu apenas não gosto de odiar as pessoas?
Prefiro a última opção. O problema nisso tudo é que quando não se odeia, se ama. E amar é complicado. Amar nos faz sofrer, o que é bom, pois nos tornamos quem nós somos.
É aí que retomo o início. Eu não consigo dominar sequer minhas escolhas, ou meu destino, sei lá. Eu amo, sem saber a quem. Certo que é um “amor torto”, erótico... “um amor de quatro dias”. Não deixa de ser amor. Estou enganado?
Eu sou fraco, e ser fraco significa que as coisas não darão certo.
Eu sou jovem demais pra acreditar que as coisas não darão certo.
Ou darão?

1 comentários:

  Orthoblog

28 de fevereiro de 2011 10:51

O tamanho do meu ódio em frente a um espelho é o tamanho do meu amor.
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Eu não odiava. E sorria.
Mas descobri que também não amava.
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