Fuga


Leia ao som de "Mobile no furacão" do Paulinho Moska

O sol brilha, e hoje poderia ser um dia quente se eu não soubesse que é inverno e que lá fora está frio. Se não olhasse pela janela e não visse que o campo verde que se estende em frente a minha casa, do outro lado da estrada, está tapado por um manto gélido semi-branco.
O frio vê-se mais nas pessoas do que no tempo.
E o frio não é se não a falta de calor.
Em dias assim, era melhor esquecer tudo aquilo que remói dentro da cabeça e não se sabe o que é. Sabe-se. Quase que se tem a certeza. Mas dizê-lo seria torná-lo verdade... e não queremos isso.
Dizemos sempre que queremos saber tudo, mas há coisas que, se calhar, era melhor não saber.

10 comentários:

  Thiago Brito

28 de abril de 2011 12:19

Nossa, parabens pelo Blog, é realmente incrível, gostei mesmo.
Estou seguindo
Quando puder passa la no meu tbm e vê o que acha !!

Abrçs

http://essenciaego.blogspot.com/

  Lorem Krsna

29 de abril de 2011 07:55

Como diria Caio F. de Abreu, tem certas coisas, que não fazemos mesmo questão de saber!
rs
Texto lindo Medeiros.
É no frio que também aprendemos algo bom, que é ter o calor dos braços de amigos e a certeza de uma primavera próxima e do sol, pois nenhum inferno é eterno, mesmo o de dentro de nós mesmos.

  Medeiros Alencar

29 de abril de 2011 12:18

Obrigado, caro Thiago Brito. Irei visitar sim. E espero sua visita aqui novamente.
Abraço

  Medeiros Alencar

29 de abril de 2011 12:21

Lorem... você foi em meu ponto fraco: "Caio Fernando". Sou fã dele.
Enfim, tens toda razão. É no frio que percebemos que existem coisas que valem a pena nesse mundo imundo.
Agradeço pela visita.
Abraçõ

  Amanda B. Dornelles

5 de maio de 2011 22:08

oolega, como estou desaparecida e não comento mais ninguém, hoje tirei o dia. Senti falta do "leia ao som de..." nesse post. Sério
Sobre o frio, e sobre a "ambiguidade" que você coloca no começo do texto, sobre estar sol mas estar frio, na minha mente veio direto sobre pessoas que dissimulam as coisas que sentem. Devo dizer que li o resto do texto sobre essa ótica, e encaixou direitinho, não sei se foi essa tua visão mas foi o que eu senti.
e eu adoooooooooooooro frio, sério.
Beijos e parabéns de sempre.

  Medeiros Alencar

6 de maio de 2011 14:00

Querida Amanda... como sempre ótimos comentários.
Você tem toda razão, a frieza das pessoas no texto relaciona-se com o "esconder a verdade".
Olha só... esqueci do "escute ao som de ".
Vou editar. Heheheh
Abraço

  Adjanir

7 de maio de 2011 07:29

Gostei da sensação sinestésica: meus olhos vêem o sol, mas minha pele sente frio. ótimo post!

  Anjo Noturno

9 de maio de 2011 15:14

Deixei um selinho pra vc...
Bj e boa semana ;)

  Hermann

10 de maio de 2011 01:42

Curti o BLOG!
SEGUINDO.


http://plumitivoledor.blogspot.com/

  Heitor Pergher

27 de julho de 2011 14:13

legal cara! gostei dos pensamentos...achei interessante que descreveste a neve como ¨semi-branca¨...cara, pra mim não tem coisa mais branca que a neve...não dá pra dizer que é ¨semi¨hehe... estou te seguindo! dá uma olhada no meu! http://heitorpergher.blogspot.com/2011/07/cruzando-os-andes-num-4x4.html
abração, parabéns pelo blog!