Poema para percepção


As minhas ereções não são as mesmas e a bebida já não é mais adocicada. As companhias me são desestimulantes. E tu ficas aí, olhando-me, com o canto dos olhos frios e negros.
E eu? 
Onde estou, nisso tudo?
Responda-me. Não sei. O desespero me consome.
Estou preso na incerteza que consome a vela como fogo.
Preso no sabor adstringente do teu corpo.

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