A Máquina do Tempo



Leia ao som de "Atrás da porta", excepcionalmente, por Elis Regina.

E comete-se o erro.
E percebe-se o erro.
E arrepende-se do erro.

O estômago embrulha.
A garganta cerca.
Os átrios se contraem com mais voracidade.
O peito dói.
A razão pesa.
A falta de razão do momento impensado retraí-se num canto de parede.

E o perdão é impulsionado.
Estoura a barreira do orgulho.
É externado pelos diastemas e por entre a língua.

E espera-se a resposta.
E dependendo dela, deseja-se ter uma máquina do tempo.
Perdão?

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